fevereiro 21, 2010

Há de haver encanto
Que sobrepuje a saudade
Há de haver distância
Que prestigie a liberdade
Há de haver, eu sei!
Por esses cantos da cidade
Há de haver amor
E que transcenda à eternidade

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fevereiro 18, 2010

Contento-me
Com o meu fiapo de existência
Que, sibilante e fulgente,
Contenta-se
Com o inflar intransigente
Da corrompida ausência.

Patrícia C. P.

fevereiro 17, 2010

Não posso competir com Chico
No que toca esse tema
Sequer sei se ela existe
Mas digo: ela faz cinema

Voei alto para sua janela
De onde vi brotar magia
Dançava junto às palavras
Emanava poesia

Pouco me importa a ausência de rimas
Se ela exala sentimento
Ponho-me a pensar daqui
Quê seria o pensamento?

Quiçá um sopro do amor
Semideus que não conheço
Mas que me leva onde está ela
Com quem me acalmo e adormeço

Vou vivendo encantado
E que saudade dá-me a moça
A quem outrora eu perguntara
Ei! Será que é de louça?

fevereiro 14, 2010

Acordei frio e vazio
Com desejo de compor
E em que pese tamanho abismo
Meus versinhos não rimariam com dor

Eles vêm do meu pensamento
Que o entendimento não sabe o que é
Da imaginação que dá vida aos sonhos
De certezas que não param em pé

Tão confuso ousei conhecer
Que o amor jamais fora emoção
Pois quem ama o amor de verdade
Cheio está de indubitável razão

Os casais mais bem aventurados
Dominaram as suas paixões
Decidiram de modo bem razoável
Por viver em plena comunhão

Já não andam por aí duvidosos
Enganados pelas sensações
São felizes e tão virtuosos
Compreenderam que o amor é razão

fevereiro 6, 2010

Imaginação estranha
Penso no silêncio
A farta ignorância
A falta de senso

Denso é o nada
Tudo é tão tenso
Longa jornada
Com passos lentos

Noto
Falta de enredo
Alerto
Excesso de medo
Suponho
Mantenha segredo
Espero
Na força do tempo