janeiro 30, 2010

 

Fugi só para o só
Habitei comigo mesmo
Na companhia de todos os sábios
que me precederam

janeiro 25, 2010

Como quem percorre cada esquina
E encontra o velho sábio e sua poesia
Que sempre me dizia
Aquieta o coração
Olha para o alto
Revista-se de paz
Contemple maravilhas

Mas a poesia dela é diferente
Descompassa o coração
E cria jogos para a mente
Não que seja má
Nem insuficiente
É tão plena de desejos
É tão doce e delicada
Soa tão suavemente

Ah, se ela notasse
Como notam meus sentidos
Que se perdem tão meninos
E não retornam para os ninhos

Cantam os poetas
Enganam-se os profetas
Escrevem pelas telas
Apagam-se as velas

E o sábio que sabia
Que minh’alma ascenderia
E o cio despertaria
Então tudo se faria
Como outrora na esquina
Em que ela estaria
Com toda sua poesia
Para o amor de toda vida.

janeiro 24, 2010

Ah! Esse gostar,
Que não me deixa disfarçar
Tão evidente em meu olhar
E que me faz te respirar

Oh! Esse temer,
Que não me deixa entender
Tão evidente é meu querer
Quase me faz enlouquecer

E possuído de desejo
Faço do amor o meu segredo
Entre a vontade e todo o medo
Vou suspirando meus apelos

Apelos plenos de esperança
De inocência da infância
De um alguém que não se cansa
De esperar pela bonança

janeiro 23, 2010

Ele seguia feliz
E o brilho do sol o seguia
De repente alguém não lhe diz
Da efemeridade de toda alegria

Sopra forte e gelada a brisa
Mas então por que ele tremia?
Pela falta de cálcio nos ossos
Enganados – é o que todos diziam

Com esperança, sentado, esperando
Que o tempo fizesse magia
Por quê mesmo que ele chorava?
Por saudade de quem não conhecia

Mas o sol sobrepujou a brisa
Enganando o pobre menino
Que apenas ganhou raios frios
Numa estranha manhã de domingo

janeiro 22, 2010

O fim, o início, o meio.
O velho e o novo,
O vazio e o cheio.

É o espaço dos astros,
Ou a água e areia,
E a Terra ao lado,
De quem é lua cheia.